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Canal Minas Saúde | Cresce o número de mulheres que optam por gravidez planejada acima dos 30 anos

Canal Minas Saúde | Cresce o número de mulheres que optam por gravidez planejada acima dos 30 anos

Canal Minas Saúde | Cresce o número de mulheres que optam por gravidez planejada acima dos 30 anos

Especialista faz um balanço sobre os benefícios e as dificuldades da mulher após os 30 anos optar por uma gestação planejada

por Amanda Nascimento
Reprodução Assistida Clínica Vilara

Foto: Luiz Roberto / Reprodução.

O desejo de ser mãe traz muitas expectativas e mudanças na vida da mulher. Além da responsabilidade, ela precisa mudar suas prioridades para se dedicar ao filho. Estudos, trabalho, independência, estabilidade financeira e afetiva fazem parte do novo universo feminino e contribuem para que ela se sinta preparada para a chegada de um bebê, principalmente após os 30 anos.

De acordo com o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve aumento nos grupos de mães de 30 a 34 anos (14,4% em 2002, 15,7% em 2007 e 19,0% em 2012), de 35 a 39 (7,1% em 2002, 7,6% em 2007 e 9,0% em 2012) e de 40 a 44 anos (1,9% em 2002, 2,0% em 2007 e 2,2% em 2012).

Segundo o ginecologista e diretor da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig), Dr. Sandro Magnavita Sabino, é bastante comum as mulheres estipularem o ‘tempo certo’ para engravidar, já que estão lavando em consideração a realização profissional e as condições financeiras – um novo modo de planejar a vida decorrente das transformações sociais dos últimos anos.

O médico alerta que a escolha em adiar um filho devido a projetos pessoais deve respeitar também o tempo biológico da mulher. “O ideal para engravidar é dos 25 aos 35 anos, pois é o período em que a mulher está mais fértil. O problema de adiar muito a gestação é conseguir engravidar. A porcentagem de sucesso de uma gravidez espontânea nessa faixa etária é de 20% a cada ciclo menstrual. Para as mulheres acima de 40 anos a probabilidade cai para abaixo da metade, e fica entre 5 a 10%”, explica o ginecologista.

O médico ginecologista Sandro Magnavita Sabino. Foto: Divulgação.

O médico ginecologista Sandro Magnavita Sabino. Foto: Divulgação.

Sobre os riscos de uma gravidez após os 35 anos, Sandro Sabino diz que isto é muito relativo. Para o médico, deve-se levar em consideração a qualidade de vida de cada mulher.  “Uma mulher jovem, por exemplo, que não tem uma alimentação balanceada, tem pressão alta, sobrepeso ou diabetes, tem mais riscos que uma mulher acima dos 40 que tem uma vida mais saudável e ativa”.

Para o bebê, os riscos à saúde também são muito baixos. “A chance de uma síndrome de Down é muito pequena. Mas se comparamos com uma mulher jovem, a probabilidade de uma doença é um pouco maior. Mas nada que deva ser considerado preocupante e que contraindique uma gravidez após os 40”, esclarece o especialista.

Segundo as recomendações do ginecologista, a mulher com mais de 35 anos que decide ser mãe deve procurar por um médico antes de engravidar, para que faça uma avaliação clínica para saber em que estado está a sua saúde e ter assim uma gestação tranquila e, principalmente, o parto. “Durante a gravidez, é importante que a mulher faça um controle ginecológico adequado e mantenha uma dieta saudável. Já na hora do parto, a cesariana é mais comum após os 40 anos, por questões anatômicas. A decisão pelo parto normal ou não, também leva em consideração a pressão, alteração da glicose e de doenças, como a diabetes”.

Maternidade

A pedagoga Vanessa Lopes teve seu primeiro filho aos 42 anos, após um planejamento familiar, que envolveu não só questões de carreira e estudos, como também maturidade para se sentir mais preparada para o sonho de ser mãe. 

Quando decidiu engravidar, Vanessa seguiu as recomendações do ginecologista e fez exames para saber se estava tudo bem com a sua saúde. Como não tinha problemas de pressão, diabetes e nenhum outro problema crônico de saúde, teve uma gestação tranquila. Segundo ela, depois que suspendeu o uso de anticoncepcionais e aguardou passar os efeitos do medicamento, não teve dificuldades para engravidar.

A pedagoga Vanessa Lopez ao lado do filho dela, o pequeno Lucas. Foto: Arquivo Pessoal.

Vanessa diz que queria muito que tivesse sido natural, mas devido ao tamanho do bebê foi orientada pela médica a fazer uma cesariana. Ela também não teve problemas para voltar ao seu corpo e está inclusive está magra do que antes. Perdeu 22 kg após o nascimento de seu filho, que hoje está com 11 meses.

Para ela ser mãe “é sem dúvida uma experiência única e inigualável. Não tenho dúvida que o Lucas é o que há de mais importante em minha vida. Hoje não consigo mais me ver sem ele, mesmo que ele tenha mudado completamente a minha vida, pois durmo menos e corro mais durante o dia para dar conta de todas as tarefas. Vejo também que a maturidade contribuiu muito para a relação mãe e filho, pois me sinto mais completa, mais centrada e tendo muito o que ensinar e aprender com ele . Afinal não teve nenhum dia desde o seu nascimento que eu não tenha aprendido a ser uma pessoa melhor”. Fonte: Canal Minas Saúde.