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Jornal Tudo BH | Gestação tardia requer cuidados

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Com o passar dos anos chances de gravidez natural diminuem

A realidade dos casais que desejam ter filhos passou por alterações nos últimos anos. De acordo com o IBGE, o número de mães com mais de 40 anos aumentou no Brasil em 27% no período entre 1991 e 2000. Mais recentemente, no período entre 2000 e 2010, o crescimento mundial foi de 80%, segundo estudo do Instituto de Saúde Infantil de Londres e Colégio Birkbeck, da Universidade de Londres. O principal responsável por essa alteração é o estilo de vida atual, no qual as mulheres estão mais ativas no mercado de trabalho, adiando a decisão de serem mães.

Apesar da idade média de gravidez ter aumentado, optar por ter filhos mais tarde possui riscos. Para o ginecologista, obstetra e diretor da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig), Sandro Magnavita Sabino, a mulher que deseja engravidar tardiamente tem que ter consciência das dificuldades biológicas que enfrentará e, com isso, se preparar para uma vida saudável. Nesses casos, o acompanhamento médico é ainda mais importante e deve acontecer desde cedo, quando a mulher estiver com cerca de 30 anos.

À medida que a mulher envelhece, seus óvulos se tornam mais difíceis de serem fertilizados. A chance de uma mulher com mais de 35 anos ter uma gravidez natural é de uma em seis, a cada mês, ou seja, 15%. As taxas de gravidez diminuem com a idade, sendo que a partir dos 37 anos, essa redução segue um ritmo mais acelerado, tanto que aos 42 anos a chance de gravidez espontânea é de apenas 5%.

Além da dificuldade em conseguir engravidar mais tarde, o tempo se revela um risco para a mãe e para a própria criança. Para as gestantes aumentam as complicações obstétricas como trabalho de parto prematuro e prolongado, hemorragias, gestação múltipla, placenta prévia e rotura prematura de membranas. Já o bebê apresenta maior possibilidade de sofrer anormalidades cromossômicas, como Síndrome de Down, baixo peso ao nascer e restrição do crescimento fetal; e sofrer abortamento espontâneo e óbito neonatal.

O especialista aponta que são necessários cuidados e exames específicos para evitar doenças e condições que aparecem mais facilmente com o aumento da idade, como diabetes, hipertensão e sobrepeso, e garantir um parto seguro e saudável. Após o diagnóstico, o médico orientará sobre hábitos que prejudicam a fertilidade. De acordo com a situação, pode ser recomendado algum processo de fertilização em laboratório ou a dosagem de hormônios.

Atualmente a procura por tratamentos de fertilização vem ganhado força. Hoje são mais seguros e se tornaram uma alternativa viável e saudável. No ano passado, o Brasil congelou 32.181 embriões para fins de fertilização e pesquisa científica de acordo com o Relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Confira aqui a matéria na íntegra.