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Injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI)

Injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI)

Injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI)

Técnica mais moderna, desenvolvida no início da década de 90, revolucionou o tratamento de casais cuja causa de infertilidade era um fator seminal severo ou algum problema do óvulo que impedia a sua fertilização pelo espermatozóide de maneira espontânea.Consiste na injeção de um único espermatozóide dentro de um óvulo, por meio de uma agulha, parte de um complexo aparelho composto por microscópio de alta resolução e micro-manipulador.

Para a realização do ICSI, as mesmas etapas necessárias para a execução da FIV estão presentes:

  1. Avaliação individual da paciente: tem como objetivo poder “desenhar” o tratamento hormonal mais adequado, evitando incômodos provocados pela medicação e reduzindo riscos de complicações. Avaliaremos o índice de massa corporal (IMC), marcadores de reserva ovariana, além de levar em consideração a idade.
  2. Estimulação Ovariana e Monitoramento ultrassonográfico/ hormonal: será sempre individualizado. Esta etapa é fundamental, levando-se em consideração que a estimulação ovariana pode interferir na qualidade dos óvulos. Pra que se obtenham bons embriões, são necessários óvulos de ótima qualidade. Sua duração pode variar entre 10 e 20 dias, dependendo do protocolo escolhido e da resposta ovariana ao tratamento. A medicação geralmente será de administração subcutânea, o que possibilita a auto-administração. A paciente, no primeiro dia da EOC, receberá todas as instruções necessárias por escrito e passará por um treinamento com uma de nossas enfermeiras. Somente após a ausência de dúvidas, ela será liberada para dar início ao tratamento.Durante o uso da medicação, a paciente será monitorizada por meio de ultrassonografia e dosagem sanguínea dos hormônios. Isto permite com que a paciente utilize a menor quantidade de medicação necessária para o sucesso do tratamento, reduzindo riscos de complicações e incômodos, como dor abdominal e retenção de líquido.
  3. Punção Ovariana: este procedimento será realizado em ambiente cirúrgico estéril, por via vaginal, após assepsia rigorosa, sob sedação venosa, para que a paciente não apresente qualquer incômodo provocado pelo procedimento. Sua duração é de aproximadamente 10-15 minutos e consiste em aspirar os óvulos existentes nos folículos desenvolvidos ao longo da estimulação da ovulação. Depois da sua realização, a paciente permanecerá no Hospital Vila da Serra por um período de aproximadamente uma hora, em observação.
  4. Fertilização dos óvulos e cultivo embrionário: de maneira resumida, os melhores espermatozóides serão microinjetados dentro dos óvulos obtidos. A partir do dia seguinte, há um seguimento diário dos embriões obtidos a fim de que se possa realizar uma adequada seleção dos melhores embriões a serem transferidos.
  5. Transferência embrionária: consiste em depositar suave e cuidadosamente o (s) embrião (ões) na cavidade endometrial. Será realizada em ambiente estéril (sala de procedimento existente ao lado do nosso laboratório de FIV), sem a necessidade de anestesia, uma vez que se trata de um procedimento indolor. Após limpeza da cavidade vaginal, os embriões serão introduzidos dentro do útero por meio de um cateter especial, guiado por ultrassom trans-abdominal. O dia de transferência será definido com base em dados clínicos e laboratoriais.Mais uma vez, as taxas de gravidez descritas na literatura médica variam entre 25- 55% de chances por ciclo. As possibilidades de gestação múltipla estão redor de 30%.