A Clínica Vilara vem empregando a técnica com sucesso há mais de 1 ano e vem esclarecendo inúmeros casos de abortamento de repetição!

Classicamente, define-se como abortamento de repetição (AR) a ocorrência de três ou mais abortos consecutivos. Este problema, que aflige a 0,5% a 3,0% das mulheres em idade fértil, provoca angústia nas afetadas e frustração nos médicos responsáveis, uma vez que mais de 60% dos casos não apresentam uma causa definida.

Na tentativa do diagnóstico as pacientes são submetidas a uma bateria de exames que parecem não ter fim. Estudo genético, busca de alterações cromossômicas, de doenças auto-imunes, de doenças endócrinas e de trombofilias (alterações do mecanismo de coagulação que resultam em aumento da incidência de trombos que obstruem os vasos placentários, provocando a morte fetal) fazem parte deste screening ao qual se submete todo o casal portador de AR.

Importante causa de AR, alguns autores afirmam que as alterações cromossômicas fetais respondem por cerca de 50% dos casos; entretanto, este diagnóstico nem sempre é fácil ou possível. A realização da curetagem uterina e envio do material (restos ovulares) para estudo cromossômico várias vezes são inúteis ou pouco esclarecedores, uma vez que a presença de cariótipo feminino normal não exclui a possibilidade de ter havido uma contaminação materna. Nesta hipótese, corre o risco de dizer que o feto era normal cromossomicamente, sem o ser verdadeiramente.

A histero-embrioscopia veio para resolver este problema. Há mais de um ano, a Clínica Vilara vem realizando este exame que já esclareceu vários casos, onde, até então, não existia um diagnóstico da causa dos abortamentos freqüentes. O procedimento consiste na coleta de material fetal, sob visão endoscópica. Desta forma, tem-se certeza de que a amostra enviada para estudo genético pertence ao feto, descartando por completo a possibilidade de contaminação materna. Realiza-se este exame sob sedação venosa e a paciente recebe alta duas horas após, sem qualquer queixa.

Naqueles casos em existe uma anomalia cromossômica grave ou complexa, os casais recebem orientação genética e discussão de possível abordagem por Reprodução Assistida. A que vem dando os melhores resultados é a realização do diagnóstica genético pré-implantacional (PGD) por meio do CGH, técnica da qual a Clínica Vilara também é pioneira em Minas Gerais. Esta técnica possibilita a realização de estudo de TODOS os 23 pares cromossômicos, possibilitando um estudo completo do cariótipo fetal.

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