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CLÍNICA VILARA NO ESHRE 2019

Data da publicação: 11/07/2019

Como descrevemos no post anterior, o Diretor da Clínica Vilara, Dr. Marco Melo, esteve na Áustria para participar do Congresso Europeu de Reprodução Assistida e Embriologia e preparou um resumo dos pontos importantes abordados durante o Congresso. Já citamos alguns na postagem anterior, se você ainda não leu, clique aqui!

 

Conduta na baixa resposta ovariana

Considera-se como baixa respondedora, aquela mulher que, após a estimulação ovariana, produziu menos de 4 óvulos.

Uma das aulas do Congresso Europeu, consistiu em uma revisão da literatura sobre o tema e a experiência do palestrante. Verificou que a administração de testosterona, DHEA, hormônio de crescimento, inibidor da aromatase, etc., não provocou melhora na produção de óvulos.

Este fato reforça a conduta adotada por nós: A Clínica Vilara foi uma das clínicas pioneiras do Brasil a adotar a conduta do acúmulo de óvulos, que consiste em retiramos a quantidade de óvulos que a paciente consegue produzir por mês, congelar e, quando temos o número ideal para sua faixa etária, fazemos o FIV.

 

Abortamento de repetição

O abortamento de repetição continua sendo um desafio para nós – médicos e pacientes. As causas são variadas, os tratamentos diversos e com eficácia ainda não comprovada.

O que seguimos acreditando é que as pacientes abaixo de 40 anos, com uma causa desconhecida, apresentam cerca de 30% de novo abortamento e, portanto, 70% de ter o seu bebê! Por isto, mantemos a ideia de que neste quadro, não devemos desanimar em seguir tentando!!! 

 

Estudo genético embrionário para abortamento de repetição

Em mais uma aula excelente no ESHER, foi mostrado um estudo genético embrionário para abortamento de repetição.

Foi realizado o estudo cromossômico dos embriões, antes de serem transferidos, em pacientes com abortamento de repetição.

Das 174 pacientes, 59 não engravidaram. Das que engravidaram (115 pacientes), 30 abortaram, sendo que 18 tinham os embriões normais!

Como sempre conversamos no consultório, os testes genéticos (PGD/ PGS/ PGT-A) não excluem a possibilidade de um novo abortamento, nem garantem uma gravidez. Temos que ter muita parcimônia em indicar este tratamento para nossas pacientes!

 

Nem sempre, nem nunca!

O que defendemos na Clínica Vilara foi defendido no ESHRE 2019: nem sempre, nem nunca! Não existe uma fórmula única para se realizar o tratamento de infertilidade: sempre transferir embriões no dia 5 de evolução, estudo genético prévio à transferência, congelar embriões e transferir num ciclo seguinte… Os casos devem ser individualizados. Só assim conseguimos melhorar os resultados!



Texto revisado por:

Dr.Marco Melo / CRMMG 30246

Médico ginecologista. Membro da Comissão Nacional Especializada em Reprodução Humana-FEBRASGO, Mestre e Doutor em Ginecologia e Obstetrícia pela UFMG, Pós-doutor pelo Instituto Universitário-IVI, Universidade de Valência (Espanha), Especialização em Biologia Molecular da Implantação Embrionária pelo FIVIER (Espanha), Master em Ginecologia Endócrina e Reprodução Humana pelo Instituto Valenciano de Infertilidade (Espanha), Editor da Revista Cadernos de Medicina, Membro da Câmara Técnica de Reprodução Humana do CRM-MG. CRMMG 30246

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