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Tudo o que você precisa saber sobre congelamento de óvulos

Data da publicação: 14/04/2021

Muitas mulheres que planejam engravidar estão procurando pelo procedimento de congelamento de óvulos para uma gestação futura, principalmente quando estiverem na faixa dos 35 aos 50 anos.

O congelamento de óvulos, seguido de Fertilização In Vitro (FIV) oferece dois benefícios para mulheres que desejam engravidar em idade avançada: A possibilidade de ser mãe biológica usando seus óvulos congelados e a redução do risco de ter filhos com anomalias associadas a gravidez tardia.

No artigo de hoje, você vai saber sobre o que é o congelamento, como é feito este processo, quais são os cuidados necessários e os riscos deste procedimento.

congelamento de óvulos

O que é o congelamento de óvulos?

Trata-se de um procedimento feito por um Especialista em Reprodução Humana, para preservar os óvulos produzidos naquela fase da vida, para quando uma mulher decidir quando quer engravidar.

Geralmente as mulheres que procuram pelo congelamento, são as que estão na fase dos 30 anos e possuem preocupações  por terem sintomas da menopausa precoce (antes dos 40 anos) ou algum outro tipo de problema de saúde que possam envolver infertilidade.

Este procedimento é feito desde a década de 1980, porém, a técnica utilizada pela medicina da época era pouco avançada, o que fazia com que a qualidade dos óvulos não fosse boa o suficiente.

Já nos anos 2000, a técnica evoluiu e começou a ser feita com os óvulos estando em temperatura ambiente, sendo congelados em uma temperatura de -196 graus, o que valeu a pena para melhorar o procedimento.

Cada vez mais os resultados obtidos através do congelamento de óvulos são excelentes, proporcionando uma alta taxa de sobrevivência do número de óvulos congelados e além disso, não comprometer suas estruturas celulares.

Como é feito o processo?

O congelamento de óvulos é um processo que envolve a estimulação hormonal dos ovários, seguida de recuperação transvaginal e subsequente congelamento e armazenamento de óvulos viáveis de uma mulher.

Antes de dar início ao tratamento, pode ser solicitada uma ultrassonografia transvaginal, para avaliar o sistema reprodutivo da mulher e observar possíveis irregularidades que possam estar presentes nos órgãos.

O exame de sangue também pode ser pedido, para verificar o nível do hormônio antimülleriano, produzido pelas células dos folículos (estruturas ovarianas que contêm os óvulos).

Após os exames, são receitados medicamentos à base de hormônios para induzir a ovulação,  sendo que estes devem começar a ser tomados no segundo dia da menstruação.

A estimulação ovariana tem uma duração média de 10-12 dias. Neste tempo, são realizados ultrassons  para saber a quantidade de óvulos que está sendo produzida.

Uma vez que a paciente apresenta estes folículos preparados, o médico programa a punção folicular ou aspiração ovariana, quando são coletados os óvulos. Este procedimento é realizado sob anestesia, para que a paciente não tenha qualquer desconforto.

O médico, com uma agulha acoplada a uma sonda de ultrassom, realiza a punção por via vaginal, não sendo necessária cirurgia e nem longa internação, onde a  paciente permanece na clínica por cerca de 2 horas apenas.

Os óvulos obtidos são levados a incubadoras, que são aparelhos que simulam as condições de dentro do abdômen, em termos de temperatura, concentração de gases e umidade. Após cerca de duas horas, eles são preparados e congelados

Quais são os cuidados necessários?

Mulheres de qualquer faixa etária podem apresentar algum tipo de reação e devem estar cientes dos riscos relacionados à estimulação ovariana e retirada dos óvulos

Pacientes mais jovens e férteis devem saber que os dados sobre os efeitos da estimulação ovariana e retirada de óvulos são limitados, na medida em que se baseiam nas experiências em uma população de pacientes diferente (ou seja, mulheres mais velhas com subfertilidade ou infertilidade).

Talvez os riscos médicos mais importantes associados ao congelamento de óvulos sejam aqueles que podem resultar da estimulação ovariana, como a síndrome de hiperestimulação ovárica.

A síndrome de hiperestimulação ovariana leve a moderada envolve fadiga, náuseas, dores de cabeça, dor abdominal, sensibilidade mamária e irritabilidade, mas esses efeitos adversos geralmente podem ser bem controlados e, até mesmo, evitados. Hoje, existem medicações que conseguem evitar o seu surgimento em quase 100% dos casos!

Mulheres que tentam engravidar usando seus óvulos congelados e descongelados estarão sujeitas aos riscos de fertilização in vitro. Esses riscos incluem: gravidez múltipla, hipertensão arterial relacionada à gravidez, parto prematuro,  parto operatório e bebês com baixo peso ao nascer.

Concluindo

Para a mulher que decidir engravidar após os 35 anos, quando a fertilidade feminina se reduz significativamente, o congelamento de óvulos é um procedimento seguro e que oferece chances significativas.

Um fator que leva à infertilidade a partir dos trinta anos é o caso de mulheres com menopausa precoce, que pode apresentar sintomas como:

  • Ondas de calor

  • Menstruação irregular

  • Dificuldades para engravidar

Como a Clínica Vilara se adaptou para fazer o procedimento?

Para obter o melhor atendimento ao congelar os óvulos é fundamental escolher uma clínica de reprodução humana de confiança, e diante deste novo cenário que estamos vivendo, a Clínica Vilara está oferecendo aos pacientes uma nova possibilidade para a realização de consultas online conhecida como Telemedicina.

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