Com o desenvolvimento e o aprimoramento da técnica de vitrificação de óvulos, processo pelo qual os óvulos são rapidamente congelados a -196ºC, esta técnica deixou de ser considerada uma técnica experimental e vem sendo cada vez mais utilizada nos Centros de Reprodução Assistida. Seus ótimos resultados relatados são animadores, sendo descritas altas taxas de sobrevivência (cerca de 95%), de fertilização (aproximadamente 75% com ICSI) e de gestação (similar àquelas obtidas quando se utilizam óvulos frescos, isto é, de 25-55%).
A Clínica Vilara utiliza a técnica de vitrificação dos óvulos para sua criopreservação, que se mostra segura e com ótimos resultados. A técnica está descrita no manual de laboratório de FIV.
São indicações para a criopreservação de óvulos:
(1) Risco de Síndrome de Hiperestimulação de Ovários (SHO): todos os óvulos serão congelados, para posteriormente serem utilizados em outro ciclo, quando não haja risco de desenvolver tal síndrome.
(2) Conveniência: em casos de oligozoospermia severa em que não se encontrem espermatozóides do se marido no dia da realização da FIV/ ICSI. Outra situação, caso sejam identificadas, ao longo da estimulação, anomalias na cavidade endometrial, tais como presença de pólipos e líquido.
(3) Preservação da Fertilidade: mulheres que desejem adiar a maternidade; às portadoras de Síndrome do X-frágil ou de Síndrome de Turner; préquimioterapia ou pulsoterapia por doenças auto-imunes ou oncológicas.
FAQ
A vitrificação de óvulos é uma técnica de congelamento rápido em temperatura muito baixa, cerca de -196ºC. Esse processo permite preservar os óvulos para uso futuro. Com o avanço da técnica, ela deixou de ser considerada experimental e passou a ser amplamente utilizada em centros de reprodução assistida.
O processo consiste em congelar rapidamente os óvulos por meio da vitrificação, evitando a formação de cristais de gelo que podem danificá-los. Esses óvulos ficam armazenados para uso posterior, quando a paciente estiver em condições mais favoráveis para realizar o tratamento de fertilização.
Sim. A técnica de vitrificação é considerada segura e já está consolidada nos protocolos de reprodução assistida. Os resultados apresentados são positivos, com altas taxas de sobrevivência dos óvulos após o descongelamento e bom desempenho em etapas posteriores do tratamento.
Os resultados são animadores. Estudos mostram taxas de sobrevivência dos óvulos em torno de 95%, fertilização de aproximadamente 75% com ICSI e taxas de gestação entre 25% e 55%, semelhantes às obtidas com óvulos frescos.
A criopreservação pode ser indicada para mulheres com risco de Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (SHO). Nesses casos, todos os óvulos são congelados para serem utilizados em outro ciclo, reduzindo riscos à saúde.
Pode ser indicado quando não há espermatozoides disponíveis no dia do procedimento, como em casos de oligozoospermia severa. Também pode ocorrer quando são identificadas alterações no útero durante a estimulação, como pólipos ou presença de líquido.
Sim. A técnica pode ser utilizada por mulheres que desejam postergar a maternidade. Nesse caso, os óvulos são preservados para uso futuro, permitindo maior flexibilidade no planejamento reprodutivo.
Mulheres com condições específicas, como Síndrome do X-frágil ou Síndrome de Turner, podem ser indicadas para o congelamento de óvulos. Também é recomendado antes de tratamentos como quimioterapia ou terapias para doenças autoimunes.
Sim. A criopreservação é indicada antes de tratamentos que possam comprometer a fertilidade, como quimioterapia ou pulsoterapia. O objetivo é preservar a possibilidade de gestação no futuro.
De forma geral, os resultados são semelhantes. As taxas de gestação com óvulos vitrificados variam entre 25% e 55%, o que está dentro da mesma faixa observada em tratamentos que utilizam óvulos frescos.
