Existente há mais de 40 anos, a FIV é considerada o TRA mais usado em todo o mundo, tendo já nascido mais de um milhão de crianças com ela. É considerada como uma técnica segura e com ótimos resultados.
A Clínica Vilara apresenta um protocolo que permite individualizar ao máximo cada tratamento. Para isto, dividimos o tratamento nas seguintes etapas:
– Avaliação individual da paciente: tem como objetivo poder “desenhar” o protocolo mais adequado para a realização da EOC. Avaliaremos índice de massa corporal (IMC), marcadores de reserva ovariana, além de levar em consideração a idade.
– Estimulação Ovariana: após a escolha do protocolo ideal e individualizado para cada paciente, o tratamento hormonal para o desenvolvimento de múltiplos folículos será iniciado. Esta etapa é fundamental, levando-se em consideração que nem todo óvulo originará um embrião de boa qualidade. Sua duração pode variar entre 10 e 20 dias, dependendo do protocolo escolhido e da resposta ovariana individual ao tratamento. A medicação geralmente será de administração subcutânea, o que possibilita a autoadministração. A paciente, no primeiro dia da EOC, receberá todas as instruções necessárias por escrito e passará por um treinamento com nossa equipe médica e de enfermagem. Somente após a ausência de dúvidas, ela será liberada para dar início ao tratamento. A medicação deverá ser aplicada PREFERENCIALMENTE à noite.
– Monitoramento Ultrassonográfico e hormonal: indispensáveis para que a EOC seja segura e proporcione os melhores resultados possíveis. O ultrassom será sempre realizado por um médico especialista em Reprodução Assistida e membro do Corpo Clínico do nosso Serviço. Caso haja necessidade, poderemos lançar mão da dosagem sérica de hormônios, durante a fase de EOC, com o objetivo de realização de ajuste de doses, entre outras tomadas de decisão. O intervalo entre cada avaliação é de aproximadamente 3-4 dias, podendo ser alterado de acordo com a resposta ovariana da paciente. A administração do hCG, por via subcutânea, será realizada quando os folículos cumpram os critérios estabelecidos pela literatura médica e os níveis séricos do E2 estejam dentro dos critérios previamente estabelecidos pelo nosso Serviço. Neste dia, além da dosagem sérica do E2, também poderão ser medidas as concentrações da P4.
– Punção Ovariana: este procedimento será realizado cerca de 36 horas após a administração do hCG. Será realizada em ambiente cirúrgico (sala de procedimento existente em contiguidade ao nosso laboratório de FIV), por via vaginal, após assepsia rigorosa, sob sedação venosa, para que a paciente não apresente qualquer incômodo provocado pelo procedimento. Sua duração é de aproximadamente 10-15 minutos e consiste em aspirar os óvulos existentes nos folículos desenvolvidos ao longo da EOC, por meio de uma agulha bem fina, acoplada a uma sonda endovaginal do aparelho de ultrassom. Depois da sua realização, a paciente permanecerá na Clínica Vilara por um período de uma hora e meia, em observação. No momento da alta hospitalar, receberá instruções que deverá seguir e telefones de contato em caso de necessidade. Neste mesmo dia, o marido deixará uma amostra de sêmen, que será utilizado para a fertilização dos óvulos maduros aspirados (em casos de FIV homólogo).
– Fertilização dos óvulos e cultivo embrionário: de maneira resumida, os espermatozóides serão colocados em gotas de meio de cultivo, contendo os óvulos obtidas na punção ovariana. A partir do dia seguinte, haverá um seguimento diário dos embriões obtidos a fim de que se possa realizar uma adequada seleção dos melhores embriões a serem transferidos.
– Suporte de fase lútea: as pacientes deverão iniciar a administração de progesterona micronizada no dia seguinte ao da realização da punção ovariana. Em caso de gravidez, esta medicação deverá ser mantida até a 8-12ª semana de gestação, dependendo de cada caso.
– Transferência embrionária: consiste em depositar suave e cuidadosamente o(s) embrião(ões) na cavidade endometrial. Será realizada em ambiente cirúrgico (sala de procedimento existente em contiguidade ao nosso laboratório de FIV), sem a necessidade de anestesia, uma vez que se trata de um procedimento indolor. Após limpeza da cavidade vaginal, os embriões serão introduzidos dentro do útero por meio de um cateter especial, guiado por ultrassom trans-abdominal. O dia de transferência será definido com base em dados clínicos e laboratoriais, podendo ser nos dias 2, 3 ou 5 do desenvolvimento embrionário. A paciente permanecerá em repouso por aproximadamente 5-10 minutos, recebendo alta com instruções e pedido de exame para realização de teste de gravidez. Os embriões excedentes serão congelados para uma posterior transferência, já que o Conselho Federal de Medicina não permite que estes embriões sejam desprezados em nenhuma circunstância.
– Teste de gravidez e seguimento ultrassonográfico inicial: a paciente deverá realizar a dosagem sérica da fração β-hCG 14 dias contados a partir do dia da punção. Em caso negativo, deverá suspender toda a medicação e retornar ao seu médico responsável para discutir tratamento. Já em caso positivo, ela deverá ser orientada a manter a medicação e retornar em cerca de 10 dias a uma consulta médica, onde além de avaliação clínica, passará por exame ultrassonográfico para identificação de gravidez evolutiva. A paciente será acompanhada até a aproximadamente 7ª semana de gestação, quando receberá alta para seguimento obstétrico, devidamente orientada e de posse de informe médico, onde constarão detalhes do tratamento submetido, bem como instruções e esclarecimentos.
As taxas de gravidez descritas na literatura médica variam entre 25- 55% de chances por ciclo. A taxa de gestação múltipla é ao redor de 15%.
FAQ
A fertilização in vitro (FIV) é uma técnica de reprodução assistida amplamente utilizada há mais de 40 anos. É considerada segura e com bons resultados, sendo responsável pelo nascimento de mais de treze milhôes de crianças no mundo. Trata-se de um dos tratamentos mais utilizados para auxiliar casais com dificuldade para engravidar.
A FIV é realizada em etapas bem definidas, que incluem avaliação da paciente, estimulação ovariana, coleta dos óvulos, fertilização em laboratório, cultivo dos embriões e transferência para o útero. Todo o processo é individualizado, respeitando as características clínicas de cada paciente.
Antes de iniciar o tratamento, é realizada uma avaliação individual da paciente. São considerados fatores como idade, índice de massa corporal (IMC) e marcadores de reserva ovariana. Essa etapa permite definir o protocolo mais adequado para aumentar as chances de sucesso do tratamento.
A estimulação ovariana dura, em média, entre 10 e 20 dias. O tempo pode variar de acordo com o protocolo escolhido e a resposta do organismo ao tratamento. Durante esse período, são utilizadas medicações hormonais para estimular o desenvolvimento de múltiplos folículos.
O acompanhamento é feito por meio de ultrassonografias e, quando necessário, exames hormonais. As avaliações costumam ocorrer a cada 3 a 4 dias, podendo variar conforme a resposta da paciente. Esse monitoramento é essencial para garantir segurança e melhores resultados.
A coleta dos óvulos, chamada punção ovariana, é feita cerca de 36 horas após a aplicação do hCG. O procedimento é realizado por via vaginal, com sedação, em ambiente cirúrgico. Dura em média 10 a 15 minutos e não causa desconforto significativo para a paciente.
Após a coleta, os óvulos são colocados em meio de cultivo junto aos espermatozoides. A partir do dia seguinte, os embriões formados são acompanhados diariamente para selecionar aqueles com melhor qualidade para a transferência.
Não. A transferência embrionária é um procedimento indolor e não requer anestesia. Os embriões são introduzidos no útero por meio de um cateter fino, guiado por ultrassom. Após o procedimento, a paciente permanece em repouso por alguns minutos.
Após a transferência, a paciente inicia o uso de progesterona para suporte hormonal. Em cerca de 14 dias após a punção, é realizado o teste de gravidez. Caso positivo, o acompanhamento segue com avaliação clínica e ultrassonográfica nas semanas iniciais.
As taxas de gravidez variam entre 25% e 55% por ciclo, de acordo com dados da literatura médica. Esses resultados podem variar conforme características individuais da paciente e fatores clínicos envolvidos no tratamento.
Sim. A taxa de gestação múltipla é de aproximadamente 15%. Isso ocorre quando mais de um embrião se desenvolve após a transferência, sendo uma possibilidade considerada dentro do tratamento.
Os embriões que não são transferidos no primeiro momento são congelados para uso futuro. Isso permite novas tentativas sem a necessidade de repetir todas as etapas iniciais do tratamento.
